Aos 32 anos, deixei tudo para viver em uma aldeia de 18 habitantes: “Aqui, pagamos 5 euros por ano pela água e 18 euros por mês pela eletricidade

vida em uma aldeia com 18 habitantes

A vida tranquila em uma aldeia pequena

Aos 32 anos, Ibon Berasategui decidiu deixar para trás a agitação de San Sebastián e abraçar uma nova experiência em uma pequena aldeia das Astúrias, na Espanha, onde mora apenas 18 habitantes. Essa mudança foi motivada pelo desejo de buscar um estilo de vida mais calmo e próximo da natureza, longe do estresse e dos altos custos da vida na cidade.

Menos gastos, mais qualidade de vida

Na nova localidade, Ibon não apenas encontrou sossego, mas também uma redução significativa em seus gastos diários. Entre as informações que mais chamaram atenção estavam os valores absurdamente baixos da água e eletricidade. Ele paga apenas 5 euros por ano pela água e cerca de 17 a 18 euros por mês pela eletricidade, o que contrasta fortemente com suas despesas anteriores em um ambiente urbano.

Os custos surpreendentes da moradia rural

Optar por viver em uma aldeia significa, logicamente, encontrar preços mais acessíveis. No entanto, Ibon ressalta que esses valores não são representativos de toda a realidade rural na Espanha, mas refletem a particularidade da aldeia onde escolheu habitar. O custo reduzido na conta da água e na eletricidade atrai novos moradores que buscam um orçamento mais equilibrado.

vida em uma aldeia com 18 habitantes

Como é viver em uma comunidade de 18 pessoas

Viver em uma aldeia tão pequena, como já mencionado, traz à tona uma série de desafios assim como benefícios. A comunidade de Ibon é bastante unida, mas também pode, por outro lado, ser isolante. O número reduzido de habitantes proporciona um ambiente mais familiar, onde todos se conhecem, mas isso vem acompanhado do medo da solidão. Apesar de qualquer receio inicial, Ibon decidiu seguir em frente com sua mudança e encontrou novos laços ao longo do caminho.

Os desafios da mudança de um grande centro urbano

A transição de uma vida urbana para uma aldeia não é simples. Para Ibon, essa mudança trouxe um novo conjunto de desafios; além de adaptar-se à vida tranquila, ele também enfrentou burocracias e questões administrativas. O projeto inicial não se limitou a acordos com fornecedores de serviços, mas envolveu a aquisição de um antigo estábulo que agora ele transformava em casa.

A busca por uma rotina mais simples e conectada à natureza

Ibon enfatiza que um dos pontos importantes dessa mudança era ter uma casa com espaço e natureza ao seu redor. Ele sonhava com árvores frutíferas e até mesmo a possibilidade de criar galinhas. Essa conexão com a terra e a natureza se tornaram uma prioridade em sua nova vida, trazendo uma sensação de paz que faltava em sua rotina anterior.

Investimentos na remodelação de um antigo estábulo

Embora a proposta de uma vida rural possa parecer atraente, Ibon teve que lidar com custos que não estavam previstos inicialmente. A transformação do estábulo em residência envolve não apenas trabalho físico, mas também um investimento financeiro significativo: a forma de adaptação e reforma variou entre 10 mil e 15 mil euros, somente para a regularização do uso do imóvel, sem contar o valor da reforma propriamente dita. Enquanto suas novas moradias ainda são renovações, ele mora temporariamente em um apartamento alugado na área.

Os aspectos administrativos de mudar-se para uma aldeia

A mudança para uma aldeia também traz à tona questões administrativas e legais que demandam tempo e paciência. O processo de regularização do imóvel não é apenas uma transação comercial; ele requer a transferência de documentação e a aceitação de diferentes normas locais que nem sempre são claras para quem vem de um centro urbano. Essa fase envolve uma série de trâmites que precisam ser seguidos cuidadosamente.

Mudanças de hábitos e estilo de vida no campo

A troca de um estilo de vida urbano por um rural exige adaptações significativas. Por exemplo, Ibon teve que repensar sua rotina diária, incluindo a forma como faz compras e realiza tarefas domésticas. O ritmo mais lento da vida no campo tem suas vantagens, permitindo que ele se concentre mais no que realmente importa, como o cultivo de plantas e a interação com a comunidade. Essa reconexão com ritmos naturais trouxe grande satisfação para ele.

Reflexões sobre solidão e convivência em pequenas comunidades

Por fim, a solidão é um tema recorrente na vida em uma pequena aldeia, mas não necessariamente negativo. Ibon reflete sobre como a convivência com poucos moradores traz tanto alegria quanto desafios. Ele se deparou com a importância de cultivar relações genuínas e a necessidade de atividades comunitárias. Apesar do que poderia parecer uma vida solitária, Ibon descobriu tesouros secretos em suas interações com os moradores locais, resultando em uma nova perspectiva sobre a convivência e a amizade.